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domingo, 22 de março de 2026

 

A paralisação de 24 horas realizada pelos policiais civis de Pernambuco nesta quarta-feira, dia 18 de Março de 2026, evidenciou o agravamento da crise na segurança pública do Estado e intensificou a cobrança por respostas concretas do Governo. O movimento foi deflagrado após sucessivos episódios de falta de diálogo e descumprimento de compromissos assumidos com a categoria.

Mesmo após a mobilização e os protestos realizados na última semana, incluindo a expectativa de abertura de uma mesa de negociação que não se concretizou, representantes do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) mantêm a pressão por avanços efetivos. A entidade denuncia que, apesar do discurso oficial de investimentos, persistem baixos salários, déficit de efetivo e condições precárias de trabalho.

Segundo o presidente do Sinpol-PE, a paralisação foi uma resposta direta à ausência de diálogo institucional. “A categoria chegou ao limite. O que se espera é respeito e compromisso com a palavra dada. Não se trata apenas de valorização, mas de garantir condições mínimas para que a Polícia Civil possa atender a população com dignidade”, afirmou.

Levantamentos da própria categoria apontam que mais de 80% das delegacias funcionam em imóveis improvisados, enquanto policiais seguem custeando itens básicos do dia a dia, como água, material de expediente e internet. O cenário, segundo o sindicato, compromete diretamente a prestação do serviço público.

Para o presidente da Confederação Brasileira dos Policiais Civis (Cobrapol), Giancarlo Miranda, a paralisação em Pernambuco reflete um problema estrutural que exige resposta imediata do poder público. “O que se viu em Pernambuco é o retrato de uma política de segurança que precisa sair do discurso e chegar à prática. Não há segurança pública eficiente sem valorização profissional, investimento real e respeito aos compromissos firmados com a categoria”, destacou.

Giancarlo Miranda também reforçou a necessidade de atuação firme do Governo do Estado diante da crise. “É fundamental que o Executivo restabeleça o diálogo institucional e apresente medidas concretas, com cronograma e responsabilidade. A população também é diretamente impactada quando a polícia trabalha no limite das suas condições”, completou.

A expectativa das entidades representativas é de que, após a paralisação, o Governo de Pernambuco sinalize a abertura imediata de negociação e apresente propostas efetivas para recomposição do efetivo, melhoria das condições de trabalho e reestruturação salarial da categoria.

Post: G. Gomes
Home: www.deljipa.blogspot.com 
Informações: Cobrapol 

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