COMUNICADO OFICIAL À CATEGORIA SINPOL/RO — Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Rondônia
Meus irmãos,
Dirijo me a cada um de vocês não com a serenidade de quem administra dias normais, mas com o peso de quem precisa dizer a verdade, por mais dura que ela seja. Atravessamos hoje uma das situações mais atípicas e dolorosas da história recente do nosso sindicato, e a categoria tem o direito sagrado de saber exatamente o que está acontecendo, quem provocou e quem está sofrendo as consequências.
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O que não se admite, o que fere a consciência de qualquer homem de bem, foi o passo seguinte. Esse mesmo grupo promoveu a averbação de um pedido junto ao cartório, dificultando deliberadamente o registro das atas da nova diretoria. E aqui está o ponto que precisa ficar gravado na mente de cada filiado: isso não foi uma defesa de tese jurídica, foi um ataque calculado. Um ataque sem fundamento, sem comprovação de fraude, sem prova de desvio, sem absolutamente nada que justifique tamanho dano. Até hoje não foi trazida aos autos uma única evidência de irregularidade da nossa chapa, porque não existe. O que existe é manobra, e uma manobra que não atinge a diretoria. Atinge toda a categoria, indistintamente, sem exceção, do mais antigo ao mais novo dos nossos filiados.
Esse bloqueio impede o sindicato de movimentar seus recursos, impede o pagamento de suas contas, impede o cumprimento de compromissos básicos que mantêm a estrutura de pia para os policiais civis de Rondônia. E é exatamente por isso que preciso comunicar, com profunda tristeza, uma medida que jamais imaginei ter de anunciar tão cedo na minha gestão. A partir de amanhã, sem qualquer alternativa que esteja ao nosso alcance, estaremos obrigados a suspender o atendimento do hotel de trânsito e da sede campestre. Repito, para que ninguém tenha dúvida do alcance do que está sendo feito contra nós: o hotel de trânsito, que acolhe colegas em deslocamento por todo o estado, e a sede campestre, que é o espaço de lazer, de descanso e de convívio das famílias policiais nos fins de semana e feriados, deixarão de funcionar. Isso prejudica diretamente a vida, a segurança, a acomodação e o descanso de inúmeros policiais civis em Rondônia, e não foi a diretoria do SINPOL/RO quem produziu esse resultado. Foi o ataque de quem decidiu colocar o próprio interesse acima da categoria inteira.
Quero que vocês compreendam a dimensão do esforço que estamos fazendo nos bastidores. Há dois meses mantemos este sindicato vivo praticamente sem recursos. Funcionários, pais e mães de família, estão sem receber os seus salários, passando necessidade por uma situação que não criaram. Os diretores que aqui estão já se endividaram pessoalmente, com o próprio bolso, porque acreditávamos sinceramente que essa questão seria resolvida de maneira mais célere. Seguramos o que era humanamente possível segurar. Mas chegamos ao limite do que a boa vontade e o sacrifício pessoal conseguem sustentar, e a verdade precisa ser dita sem maquiagem: não há mais condição de manter os atendimentos no ritmo atual enquanto o sindicato permanecer impedido de pagar as suas próprias contas.
E o que mais me angustia é o que ainda pode vir. Tememos profundamente que o próximo passo imposto por essa situação seja o cancelamento de todos os planos de saúde e odontológicos que o sindicato mantém para os filiados e suas famílias. Que cada um entenda o que isso significa na prática, porque não é uma palavra de retórica, é uma realidade que pode custar vidas. Quando se asfixia financeiramente um sindicato que sustenta planos de saúde, não se atinge apenas uma diretoria, atinge se o tratamento, a consulta, o exame e o socorro de homens, mulheres e crianças que dependem dessa cobertura. Quem averbou aquele pedido no cartório sabia, ou deveria saber, do que estava fazendo.
Passados sessenta dias desde a nossa posse, nada disso foi resolvido, e por isso preciso afirmar com toda a clareza onde está, e onde não está, a responsabilidade. Esta diretoria fez uma única coisa: concorreu à eleição, venceu nas urnas e até hoje não teve a oportunidade de efetivamente governar. Não administramos os recursos, não desviamos um centavo, não criamos esse caos. Recebemos um sindicato e fomos impedidos de exercer aquilo para o qual fomos eleitos pela maioria. Não há responsabilidade desta diretoria sobre a crise que nos foi imposta. A responsabilidade tem nome, tem autor e tem intenção.
E é justamente sobre a intenção que peço a atenção final de vocês. Enquanto nós nos esforçamos para honrar os compromissos do sindicato, para manter planos que salvam vidas, para preservar a estrutura conquistada com o suor de gerações de policiais civis, há quem se esforce no sentido contrário, trabalhando para que o pior aconteça, na lógica do quanto pior, melhor. São pessoas que já pensam na próxima campanha para deputado, que ocorrerá daqui a alguns meses, e que enxergam na desgraça do sindicato uma oportunidade política. Pensam no próprio umbigo, e não na categoria. E há algo que cada um de vocês precisa observar com atenção redobrada: esse mesmo grupo comemora, nos grupos, a derrota do sindicato como se fosse uma vitória individual. Festejam o bloqueio das nossas contas, vibram com a suspensão dos atendimentos, celebram o sofrimento da própria categoria a que pertencem. Por isso faço um apelo a cada filiado, e quero que ele ecoe em todos nós: identifiquem essas pessoas. Daqui a alguns meses elas baterão à nossa porta pedindo voto, sorrindo, prometendo aquilo que hoje trabalham para destruir.
Identifiquem agora quem comemora a desgraça do SINPOL/RO, e guardem esses nomes na memória, para sempre. Que fiquem em evidência, que não sejam esquecidos, porque quem se alegra com o mal do próprio sindicato jamais terá legitimidade moral para pedir a confiança da nossa categoria.
Pessoas verdadeiramente íntegras jamais averbariam uma decisão no cartório para arrebentar o sindicato e punir todos os filiados. Discutiriam no Judiciário, nas ações que já movem, sem prejudicar quem nada tem a ver com a disputa. Trabalhar para impedir que um sindicato pague as suas contas, sabendo que isso compromete a saúde e pode atingir a vida de seus filiados, não é defesa de direito, é covardia.
Por isso encerro com uma certeza, meus irmãos. O sindicato ainda tem defensores. Nós não desistiremos. Estamos reduzindo custos pela absoluta falta de condição de manter a estrutura, mas continuaremos lutando, sem trégua, até reverter essa situação, porque a única defesa que o SINPOL/RO tem neste momento é esta diretoria aguerrida, ao lado de cada filiado que deseja o bem da instituição e não o seu mal.
Disputaremos no campo do Direito o quanto for preciso, com a serenidade de quem nada deve e a firmeza de quem não abandona a sua categoria. Vamos restabelecer cada atendimento suspenso, vamos proteger cada plano de saúde e vamos devolver a este sindicato a dignidade que tentaram lhe roubar.
Contem comigo, e contem uns com os outros.
Fraternalmente,Odair Ozame, Presidente do SINPOL/RO
Post: G. Gomes
Home: www.museupcro.blogspot.com
Fonte: Sipol -RO.


Caros colegas, creio que quem for prejudicado, principalmente com o plano de saúde, recorrer a justiça contra os irresponsáveis, causadores dessa situação. Não podemos sofrer por causa dessa irresponsabilidade que não é da maioria e sim, pela sede de poder.
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